O 1º Seminário do Arranjo Ecoprodutivo Local Juá-Caatinga (18 e 19/10), promovido pela Fundação Osvaldo Cruz Fiocruz/RedesFito (Fiocruz) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), reuniu em Campina Grande (PB), no auditório do INSA, representantes de: universidades e institutos de ciência e tecnologia, indústrias, comunidades rurais locais, governo e organizações do terceiro setor para discutir o desenvolvimento tecnológico de fitomedicamentos em rede.
O Seminário teve por objetivos: promover o debate teórico conceitual sobre Arranjos Ecoprodutivos Locais (AEPLs); divulgar a experiência e o saber das Comunidades Agrícolas e Tradicionais; discutir o papel da Universidade e dos Institutos de Ciência e Tecnologia, e destacar o protagonismo da Indústria Farmacêutica Nacional na inovação desses medicamentos.
Segundo Glauco Villas Bôas, coordenador do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde da Fiocruz, onde está inserido o Escritório de Gestão das RedesFito, “o evento representou a consolidação do trabalho do Núcleo, especialmente o das RedesFito, porque o modelo da Rede foi assumido oficialmente pelo governo, através dos Ministérios do Meio Ambiente e da Integração e se tornou mais visível ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação”, ressalta Glauco.
O Seminário contou com a participação de representantes dos Ministérios do Meio Ambiente; da Saúde; Integração Nacional e da Ciência Tecnologia, Inovação e Comunicação, além de representantes da Prefeitura de Campina Grande e da Articulação Semiárido Brasileiro. Durante o evento foram realizadas mesas temáticas com representantes e pesquisadores da Fiocruz, do INSA, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal da Paraíba, representantes das comunidades tradicionais locais, indústrias, laboratórios e institutos de pesquisa, agregando os conhecimentos científico-tecnológico, tradicional e popular.
Para Fabiana Frickmann, coordenadora das RedesFito, “as apresentações trouxeram a compreensão das ações de parcerias entre comunidades locais e pesquisadores, além do protagonismo da indústria regional na pesquisa e no desenvolvimento de produtos do semiárido. O compartilhamento dessas experiências colabora de forma direta, para os projetos relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade local. A presença dos ministérios, trouxe alternativas concretas para a consolidação do Comitê Gestor do AEPL Juá-Caatinga e de uma carteira de projetos que será elaborada, ainda este ano, para a consolidação da Rota da Biodiversidade: uma iniciativa dos Ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente e das RedesFito”, afirma a coordenadora.
O 1º Seminário Juá- Caatinga, destacou-se pela forma de organização colaborativa, conduzida pelos próprios integrantes do AEPL, para a discussão de projetos estruturantes capazes de viabilizar a inovação em medicamentos da biodiversidade. Esta construção acontecerá a partir das perspectivas da: sustentabilidade, ecológica, cooperação em rede e apoiando-se nas políticas que contemplam a repartição de benefícios e desenvolvimento local.
Representantes das comunidades rurais locais
Representantes das universidades
Representantes de indústrias e laboratórios
Representantes de governo