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                       Núcleo Amescla                                            Núcleo Gabiroba

A RedesFito, iniciativa coordenada pelo Dr. Jefferson Pereira Caldas, do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS) de Farmanguinhos/Fiocruz, consolidou a implantação de dois novos Núcleos de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS): Amescla e Guabiroba. As ações reforçam o compromisso da rede com a valorização dos saberes tradicionais, o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e a integração entre ciência, território e políticas públicas.

Núcleo Amescla: inovação a partir do breu-branco

O Núcleo Amescla atua em territórios onde o breu-branco (Protium heptaphyllum) — conhecido como amescla — é manejado historicamente por comunidades extrativistas e povos tradicionais. A espécie, amplamente utilizada na medicina popular e em práticas culturais, possui grande relevância econômica e ecológica.O núcleo foi estruturado para:

* fortalecer o manejo sustentável da espécie
* qualificar a cadeia produtiva de resinas aromáticas
* integrar saberes tradicionais e pesquisa científica
* promover geração de renda e conservação ambiental
Segundo nota institucional da RedesFito, o Amescla “representa a potência dos territórios que mantêm viva a relação ancestral com as plantas medicinais, incorporando inovação e práticas sustentáveis”.

Núcleo Guabiroba: biodiversidade e agricultura familiar

O Núcleo Guabiroba está localizado em territórios rurais do Sudeste e Centro-Oeste, onde espécies do gênero Campomanesia — popularmente chamadas de guabiroba — são cultivadas ou coletadas. A fruta, tradicional na alimentação e na medicina popular, tem despertado interesse crescente em pesquisas sobre alimentos funcionais e fitoterápicos.Entre seus objetivos principais estão:

* fortalecer sistemas agroflorestais e a agricultura familiar
* apoiar cadeias produtivas de frutos e plantas medicinais nativas
* incentivar inovação em produtos alimentícios e fitoterápicos
* articular políticas de conservação e uso sustentável da biodiversidade

Para a equipe da RedesFito, o núcleo “reforça o papel estratégico das espécies nativas na segurança alimentar, na saúde e no desenvolvimento territorial”.

Implantação baseada em construção coletivaOs núcleos da RedesFito não possuem uma data de fundação única. Eles são ativados progressivamente, a partir de processos participativos que envolvem:

1. identificação de territórios prioritários
2. adesão de comunidades, organizações locais e instituições de pesquisa
3. realização de oficinas, diagnósticos e pactuações
4. implementação de ações de formação, manejo, pesquisa e inovação

Esse modelo garante que cada núcleo seja moldado pelas necessidades e potencialidades do território, assegurando protagonismo comunitário e sustentabilidade.

Avanço estratégico para a sociobiodiversidadeCom a consolidação dos Núcleos Amescla e Guabiroba, a RedesFito amplia sua presença territorial e reforça seu papel como articuladora entre ciência, comunidades tradicionais e políticas públicas. As iniciativas contribuem diretamente para a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e para o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade no Brasil.