
A cartilha “Manejo de Plantas Medicinais na APS (Atenção Primária a Saúde)”, lançada pela Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV/SMS-Rio), foi desenvolvida em parceria com o Palácio de Itaboraí – Fiocruz, sob coordenação técnica do pesquisador Sérgio Luiz de Oliveira, reúne orientações essenciais para o cultivo, a colheita, o beneficiamento e o armazenamento de espécies medicinais. A publicação dialoga diretamente com os princípios das RedesFito, que atuam na promoção de cadeias produtivas sustentáveis, na valorização da biodiversidade brasileira e na integração entre saberes tradicionais e ciência.
Cuidado que começa no plantio
A cartilha destaca que o uso seguro de plantas medicinais, depende de um manejo cuidadoso desde as primeiras etapas do cultivo. Aspectos como preparo do solo, luminosidade, irrigação, escolha de espécies adequadas e controle agroecológico de pragas são fundamentais para garantir a qualidade e a segurança do material vegetal.
O documento também orienta sobre:
* métodos de propagação, como sementes, estacas, rizomas e divisão de touceiras;
* boas práticas de colheita e secagem;
* higienização correta de raízes e tubérculos;
* rotulagem e armazenamento conforme normas sanitárias.
Essas etapas, muitas vezes desconhecidas pelo público, são determinantes para preservar os compostos ativos das plantas e evitar contaminações. Integração entre saberes tradicionais e ciência, um dos pontos centrais da publicação é o reconhecimento da importância dos saberes tradicionais no cuidado em saúde. O uso de plantas medicinais faz parte da cultura brasileira e, quando orientado por profissionais capacitados, fortalece o autocuidado, amplia o diálogo com a comunidade e contribui para práticas de saúde mais integrativas. Hortas medicinais comunitárias e escolares são destacadas como espaços de convivência, educação em saúde e promoção do bem-estar, reforçando vínculos e estimulando a participação social.
Contribuição para políticas públicas
A cartilha se alinha às diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e reforça o papel da APS como porta de entrada para práticas de cuidado que valorizam a biodiversidade e o conhecimento popular. A parceria entre SUBPAV/SMS-Rio e Palácio de Itaboraí – Fiocruz, fortalece a produção de materiais técnicos qualificados e amplia o acesso a informações seguras para profissionais e usuários.
Acesso ao material
O documento está disponível gratuitamente no site da SUBPAV/SMS-Rio e pode ser utilizado por equipes de saúde, gestores, educadores e comunidades interessadas em aprimorar o uso responsável de plantas medicinais na APS.
https://subpav.org/aps/uploads/publico/repositorio/Livro_ManejoDePlantasMedicinaisNaAPS_PDFDigital_20251218.pdf
