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O Sistema reúne redes nos principais biomas brasileiros, formadas por integrantes das áreas acadêmica, tecnológica, empresarial, governo, agrícola e terceiro setor, voltados para a PD&I em fitomedicamentos. As RedesFito se organizam através da identificação, de Arranjos Ecoprodutivos Locais (AEPLs), comprometidos com projetos estruturantes para a inovação de medicamentos da biodiversidade. O SNRF considera que, é nos AEPLs onde acontece a sinapse do conhecimento, relacionado não só as plantas, mas a biodiversidade e a sociobiodiversidade, observando o homem dentro da natureza e como ele lida com o espaço, assumindo características particulares a cada bioma.

As RedesFito ocorrem onde existe a ação, reunindo os atores e organizando as etapas do desenvolvimento de medicamentos da biodiversidade. Assim as Redes, em conjunto com os seus parceiros, oferecem serviços e produtos nos biomas brasileiros, além de contribuir na discussão de políticas públicas e na implementação de ações e projetos, baseados na construção de um modelo colaborativo, inovando enquanto organização.

As RedesFito não se caracterizam como acadêmica ou industrial e sim como uma rede de conhecimento, voltada para a inovação em medicamentos da biodiversidade. As Redes se organizam de forma leve, menos burocrática e funciona basicamente, através da comunicação entre o Escritório de Gestão e os diversos AEPLs.

Em 2014 o Sistema Nacional RedesFito assume uma nova dinâmica para o seu trabalho considerando não mais uma estrutura formal rígida e sim onde as suas ações se realizam e ganham mais concretude e autonomia para realização de projetos com os atores de cada Arranjo Produtivo Local (APL), em cada bioma. No ano seguinte ocorre a adoção do conceito do Arranjo Eco Produtivo Local (AEPL), onde ECO corresponde as premissas ecológicas da rede. Desta forma o nome completo das RedesFito passou a ser: Sistema Nacional de Arranjos Eco Produtivos Locais, tendo como missão o desenvolvimento de fitomedicamentos a partir de cada bioma brasileiro. Em 2018 a gestão das RedesFito passou a ser organizada a partir de Grupos de Trabalho (GTs) em diversos biomas brasileiros, responsáveis pela identificação dos Arranjos Eco Produtivos Locais (AEPL) e seus atores sociais, elaboração de projetos estruturantes para o fortalecimento das cadeias produtivas e de desenvolvimento tecnológico e inovação em fitomedicamentos.

Em 2019 o Sistema Nacional das RedesFito inicia um processo de adequação em sua organização, visando a constituição de Núcleos que se identifiquem com a proposta das RedesFito para através de um trabalho voluntário exercer sua gestão local. O processo de nucleação visa resolver a questão da identidade / pertencimento dos atores envolvidos com a gestão das RedesFito. O Núcleo passa a ser a voz e a representação das RedesFito no território. Desta forma espera-se um maior dinamismo e autonomia na sua organização que de concêntrica passando a ser de fato uma rede reticular onde cada Núcleo seja um elo da mesma.

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Para facilitar a gestão, difusão e comunicação entre seus múltiplos atores e a sociedade, as RedesFito desenvolveram o Portal Eletrônico RedesFito, que reúne de forma interativa informações, conteúdos e conhecimentos relacionados à inovação em medicamentos da biodiversidade. O informativo mensal RedesFito em Foco atualiza os atores com as principais ações realizadas no âmbito das Redes. Em 2019 eram mais de 4500 pessoas em todo o país, com interesse no desenvolvimento de fitomedicamentos ligadas e fazendo parte das RedesFito. Estas, recebem mensalmente o informativo “RedesFito em Ação” e tem acesso ao portal das RedesFito (www.redesfito.far.fiocruz.br).