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Atuar para a promoção da inovação em medicamentos da biodiversidade, considerando que medicamentos da biodiversidade são os que se originam da totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de cada bioma. A Rede trabalha prioritariamente a biodiversidade vegetal e se estruturou nos principais biomas brasileiros, a partir de Arranjos Ecoprodutivos Locais (AEPLs).

A criação do Sistema RedesFito tem por objetivo pensar o processo de inovação em fitomedicamentos e fitoterápicos com base no potencial da biodiversidade brasileira. Auxiliando desta maneira na redução da defasagem e dependência econômico/tecnológica do setor farmacêutico nacional em relação ao padrão mundial bem como desenvolver alternativas viáveis economicamente e ambientalmente na produção de fármacos focados nos problemas e na promoção da saúde da população brasileira. O Sistema Nacional das Redes de Inovação em Medicamentos da Biodiversidade (SNRF) originou-se como projeto durante o 4º Seminário do Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde (NGBS), no ano de 2009 e foi ratificado por meio da Portaria nº 021 de 30/08/2010 de Farmanguinhos / Fiocruz. A partir do ano de 2019, o NGBS tornou-se Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (CIBS).

O SNRF foi idealizado para contribuir com a implantação das políticas de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) que se relacionam com inovação em medicamentos a partir da biodiversidade brasileira. A organização deste sistema representa uma forma adequada para a gestão do conhecimento apoiada nos conceitos teóricos que definem a inovação como um sistema social e dinâmico.

As RedesFito fortalecem e colaboram com a discussão do desenvolvimento tecnológico e do conhecimento em rede em cima de critérios da sustentabilidade pela perspectiva ecológica. Partindo da premissa que a inovação é um processo socioambiental dinâmico expresso no território e no tempo. Contribui para a formulação de políticas específicas para cada território e bioma através da proposição de um ambiente organizacional em rede, voltado para a inovação criando um cenário propício para o estabelecimento de cadeias produtivas através das conexões dos diversos atores presentes nos Arranjos Eco Produtivos Locais considerando que o conhecimento abrange o científico, o tecnológico, o tácito, o popular e o tradicional.

As RedesFito se concretizam através da ação de diferentes atores, organizados de forma cooperativa, para desenvolverem projetos voltados à inovação em medicamentos da biodiversidade em diferentes regiões brasileiras. As redes estão organizadas em Arranjos Ecoprodutivos Locais (AEPLs) abrangendo os biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Integram as Redes: Instituições e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs); empresas públicas e privadas; representantes do setor agrícola e do governo; fundações, entre outros. Assim, as Redes oferecem serviços e produtos nos biomas brasileiros, além de contribuir na discussão de políticas públicas e na implementação de ações e projetos estruturantes, baseados na construção de um modelo colaborativo de gestão.

As RedesFito difundem o conhecimento através da organização de reuniões, workshops, seminários, simpósios, congressos e encontros locais, regionais, nacionais e internacionais. Elas apoiam, também, a elaboração de projetos de desenvolvimento ligados as plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos para diversos editais, como por exemplo, do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde- MS.