Por Terra.com.br

Na contramão do que deveria acontecer, as emissões de dióxido de carbono (CO2) devem aumentar neste ano, assim como aconteceu em 2017.

O alarme foi lançado nesta quarta-feira (5) por três periódicos científicos diferentes, "Nature", "Earth System Science Data" e "Environmental Research Letters", além de ter sido divulgado o relatório "Global Carbon Project" durante a Conferência do Clima da ONU (COP-24), realizada em Katowice, na Polônia.

Veja a matéria no Terra.

 

 

 

 

Por EFE

O gelo da Groenlândia está derretendo mais rápido do que os cientistas pensavam e, de fato, o ritmo se quadruplicou desde 2003, o que poderia acelerar o aumento do nível do mar, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

O estudo, que se debruça sobre os efeitos da mudança climática, foi publicado hoje pela revista “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America”, conhecida pela sigla PNAS e que é divulgada semanalmente pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Até agora, os cientistas tinham mostrado preocupação com o desaparecimento de gelo no sudeste e no nordeste da Groenlândia, onde ainda sobrevivem grandes glaciais dos quais se desprendem pedaços de gelo do tamanho de um iceberg que, depois, submergem no oceano Atlântico para derreter.

Agora, no entanto, os pesquisadores descobriram que, entre 2003 e 2013, a maior parte do gelo da Groenlândia se perdeu não no sudeste ou no nordeste da ilha, mas no sudoeste, onde praticamente não há geleiras.

Esta descoberta demonstra, segundo o estudo, que o gelo da superfície da Groenlândia está se fundindo à medida que as temperaturas globais aumentam, o que faz com que rios de água derretida fluam até o oceano e, como consequência, cresça o nível do mar.

Dessa forma, o sudoeste da Groenlândia provavelmente se transformará no futuro em um fator importante no aumento do nível das águas, segundo alertam os cientistas.

A pesquisa adverte para os perigos que poderiam enfrentar cidades como Miami e Nova York, no litoral leste dos EUA, assim como Bangladesh, Xangai e as ilhas do Pacífico, ameaçadas pelo aumento do nível do mar como consequência do degelo.

Um dos autores do estudo, Michael Bevis, acredita que a redução da camada de gelo está alcançando um “ponto de inflexão” e que é tarde demais para solucionar o problema.

“A única coisa que podemos fazer é adaptar e diminuir um maior aquecimento global: é tarde demais para que não tenha efeito”, lamentou Bevis, professor de Geodinâmica na Universidade de Ohio.

A pesquisa foi realizada com dados de satélites da Nasa que se dedicam a medir a perda de gelo na Groenlândia.

Esses satélites calculam que, entre 2002 e 2016, a ilha perdeu gelo suficiente para aumentar o nível do mar a um ritmo de 0,7 milímetros ao ano.

Além disso, segundo esses números, se derretesse todo o gelo da Groenlândia, que tem até três quilômetros de grossura em alguns lugares, então o nível do mar aumentaria cerca de sete metros, o que bastaria para submergir a maior parte das cidades litorâneas do mundo.

Fonte: Exame

Por Wanderley Preite Sobrinho

O mundo se prepara para uma nova rodada de negociação climática em dezembro deste ano na Polônia. A COP 24 (24ª Conferência do Clima) pretende que governos, indústrias e populações inteiras mudem a forma de se relacionar com o meio ambiente. O objetivo é limitar o aumento da temperatura global em até 1,5ºC até o final do século, tendo como comparação o clima na era pré-industrial. Em algumas cidades do mundo, no entanto, o aquecimento já se aproxima dos 3ºC, como é o caso de São Paulo.

Veja a matéria no Uol.

Por Rede Brasil Atual 

Há fortes suspeitas de que a Amazônia caminha a passos largos para deixar de ser a maior cobertura florestal do mundo e se transformar em bioma semelhante ao do Cerrado brasileiro ou à savana africana – o processo chamado de savanização. Os sinais, que preocupam cientistas, são a morte de espécies de árvores amazônicas e o aumento da duração da estação seca no Sul e no Sudeste da região. 

Veja a matéria no Rede Brasil Atual.

Por Vanessa Barbosa

 

Últimas áreas selvagens estão desaparecendo rapidamente, e a maior parte do que resta se concentra em apenas cinco países, mostra estudo publicado na Nature

Bilhões de anos se passaram, incontáveis espécies surgiram e desapareceram, mas bastou apenas uma para colocar em risco toda a história evolutiva da Terra ao espalhar a destruição e degradação do meio ambiente.

Apesar dos esforços de conservação e proteção ambiental nas últimas décadas, menos de um terço das áreas terrestres do Planeta permanecem selvagens, sem impacto de atividades humanas, e esses remanescentes da natureza estão sob risco crescente.

O alerta vem de um artigo da Universidade de Queensland, na Austrália, e da organização não-governamental norte-americana Wildlife Conservation Society (WCS) publicado na semana passada na revista Nature. 

Entre 1993 e 2009, uma área florestada maior que a Índia — impressionantes 3,3 milhões de quilômetros quadrados — foi perdida para a expansão de cidades, agropecuária, mineração e outras pressões associadas a atividades humanas. No oceano, áreas livres de pesca industrial, poluição e navegação estão quase completamente confinadas às regiões polares.

Segundo o estudo, mais de 77% das terras (excluindo a Antártica) e 87% dos oceanos já foram modificados pela intervenção humana. E a maior parte dos remanescentes se concentram em apenas cinco nações: Austrália, Estados Unidos, Brasil, Rússia e Canadá. 

“As áreas selvagens são agora os únicos lugares que possuem combinações de espécies próximas da sua abundância natural” e, por isso, são espaços  únicos que “apoiam o processo ecológico” fundamental para “manter a biodiversidade numa escala evolutiva”, escreveram os pesquisadores na publicação.

O mapa abaixo mostra a distribuição dos ecossistemas marinhos e terrestres ainda intactos no mundo:

 A pesquisa foi divulgada há poucas semanas da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP/CDB), que acontece no Egito de 13 a 29 de novembro.

 Tendo em vista a perda de biodiversidade sem precedentes, o encontro assumirá uma importância particular: as nações irão rever o atual Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, a fim de definir uma visão a longo prazo e preparar um plano mundial para além de 2020 a fim de reverter a perda de ecossistemas e espécies.  

Os pesquisadores afirmam que as áreas selvagens remanescentes só podem ser protegidas “se forem reconhecidas dentro de estruturas de políticas internacionais” e demandam um esforço global para a criação de um acordo internacional que proteja 100% de todos os ecossistemas intactos remanescentes. Além disso, eles defendem que políticas globais se traduzam em ações locais.

“Uma intervenção óbvia que essas nações podem priorizar é o estabelecimento de áreas protegidas de forma a retardar os impactos das atividades humanas sobre a paisagem terrestres e marinha”, disse o principal autor do estudo, o professor James Watson, da Escola de Ciências Ambientais e da Terra, em comunicado da Universidade de Queensland.

O artigo na Nature foi divulgado na mesma semana em que a organização ambiental WWF revelou que as populações de animais do planeta diminuíram 60% desde 1970, sobretudo devido à ação humana.

A perda de biodiversidade, associada à degradação ambiental, é uma ameaça à civilização tão grande quanto as mudanças climáticas, segundo a Organização das Nações Unidas.

“O mundo deve lançar um novo acordo para a natureza nos próximos dois anos, ou a humanidade pode ser a primeira espécie a documentar a própria extinção”, adverte a entidade

Fonte: exame.abril.com.br

 

Por Pedro Grigori

Quarenta novos produtos comerciais com agrotóxicos receberam permissão para chegar ao mercado nos próximos dias. O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Entre eles um aditivo inédito, o Sulfoxaflor, que já causa polêmica nos Estados Unidos. Os outros são velhos conhecidos do agricultor brasileiro, mas que agora passam a ser produzidos por mais empresas e até utilizados em novas culturas, entre elas a de alimentos.

Veja a matéria no El País. 

A conclusão de um estudo desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), em parceria com a Faculdade de Odontologia (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no qual foi avaliado o potencial antioxidante, anti-inflamatório e a composição fenólica de dez frutas nativas.

Veja a matéria no G1.

Por André Borges

 

A remoção total da vegetação (corte raso) na Amazônia atingiu 7.900 km², uma área equivalente a mais de cinco vezes a capital de São Paulo.

O governo do presidente Michel Temer encerra seu ciclo com um aumento expressivo nos índices de desmatamento da Amazônia, registrando o pior volume de devastação na região nos últimos dez anos. Dados oficiais do governo apontam uma expansão de 13,7% no desmate da região amazônica no período de agosto de 2017 a julho de 2018, quando comparado com o mesmo ciclo anual anterior. Ao todo, a remoção total da vegetação (corte raso) na Amazônia atingiu 7.900 km², uma área equivalente a mais de cinco vezes a capital de São Paulo.

Veja a matéria no Terra.

 

 

 

Pagina 1 de 3

logo redesfito em foco

Receba mensalmente as principais notícias das RedesFito diretamente em seu email cadastrando-se em nosso portal.

Cadastrar